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COMPROMETER-SE OU PROMETER?

É muito comum a maioria de nós quase que o tempo todo, nos comprometermos e prometermos algo. Uns com mais intensidade, outros nem tanto assim. E por incrível que pareça há até algumas pessoas que realmente não tem o hábito de prometer.


Por outro lado, temos aqueles que quase tudo que falam são promessas (e não estamos falando de uma atividade ou profissão, estamos falando de jeitos diferentes de viver).


Você está mais: se comprometendo ou prometendo?


O significado destas ações, na língua portuguesa/Brasil é:

Comprometer-se: engajar-se. Assumir compromisso, empenhar-se.

Prometer: fazer, dar, dizer, fazer uma promessa de dar (algo).


Mas será que somos realmente conscientes se estamos prometendo mais do que se comprometendo? Ou vice-versa?


Comprometer-se, empenhar-se, engajar-se é algo positivo. Quando nos comprometemos POSITIVAMENTE com alguma coisa ou alguém.


Exemplos:

· Quando eu assumo o compromisso de estudar um determinado tema, para que eu possa passar numa prova, num concurso, ou aprender mais sobre algo;

· Quando eu assumo o compromisso de ajudar numa causa em que acredito: a proteção dos animais; o combate à violência; a prevenção de doenças, etc.


Tudo isto é muito positivo.

Exceto se este compromisso assumir reflexos negativos, quando eu PROMETO algo que sei que talvez eu não vá cumprir!


Parece meio louco isto, como eu posso prometer algo que não cumprirei?


Isso acontece sim e há alguns motivos para isto ocorrer.


Vamos deixar de fora a questão caráter (isto não está em discussão), estamos falando de comportamento. E conforme nosso jeito de ser, nossa personalidade, temos um certo aprisionamento a: “O que o outro vai pensar de mim?”, “será que não serei mais querido/a? ”, “não posso passar uma imagem negativa”.


Este ato de prometer está ligado a IMAGEM e a AUTO IMAGEM. É algo inconsciente para alguns GNIs (Grupos Naturais de Inteligência). Não o fazem por maldade, e sim porque talvez não reconheçam ainda os motivos que os levam a prometer, sem poder cumprir.


Um bom exemplo disso ocorre todos os dias, a todo momento, quando a pessoa num cargo de liderança está ouvindo a solicitação de um funcionário, um pedido de reajuste salarial, por exemplo. Daí o líder, para se ver livre naquele momento, afirma que vai ver para o próximo mês. E este próximo mês não chega nunca. E aí o funcionário vai questionar, recebe de volta várias justificativas. O mais adequado seria, na hora da conversa, abrir o que realmente pode e não pode ser feito, e não criar uma falsa expectativa que acaba minando bons funcionários, parentes, amigos, pois não consigo falar diretamente o que está se passando, a realidade.


Tomemos outro exemplo, um colega me chama para uma festa no fim de semana, mas eu não quero ir, tenho outro compromisso etc., mas acabo dizendo “sim”, pois não quero que ele pense “mal” sobre mim. Aí vou lá, faço de conta que está tudo bem, mas não está. E acabo tendo um péssimo fim de semana.


Este comportamento me leva a prometer coisas que eu não gostaria de fazer. A ter que me ver “obrigado” a justificar algo que não deveria justificar, criando assim vários outros problemas em mim mesmo e para aqueles com quem me relaciono.

Nesta questão vamos ter outros GNIS, entretanto, que são extremamente autênticos e diretos, que vão direto ao ponto e falam ou respondem na hora, sem “lero-lero, sem justificativas”.


Quem está certo, quem está errado? – Ninguém!


É apenas o jeito natural de cada um ser, faz parte das suas características naturais, da sua essência.

Claro, se eu não me conheço, fica muito mais difícil perceber em qual situação estou: a de me empenhar a respeito de algo ou a de prometer.


Você se viu em alguma destas situações?


Se parou para pensar um pouco sobre isto, já é bem positivo, busque se conhecer melhor, saber o que realmente te faz bem, para abandonar ou minimizar velhos e ruins hábitos que só te trazem infelicidade e problemas.


Quer saber quem você é de verdade?


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